Sobre postagens e perguntas.

Aiya, meldonyar!

Como provavelmente perceberam, ultimamente não estou fazendo mais postagens. :\ Peço desculpas! Mas é que estou sem tempo. (Trabalho, curso e escola … Isso consome muito meu tempo e é cansativo.)

E venho por meio desse post pedir um favor 🙂 Antes de perguntarem os nomes de vocês em “Élfico”, leiam os comentários anteriores! Às vezes seu nome já está ali e eu ainda não atualizei a lista de nomes. Isso vai economizar meu tempo e o seu. :p

Mesmo não fazendo postagens eu estou olhando o site todos os dias e respondendo perguntas que ainda não foram respondidas.

 

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Namárië :p

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Cenas deletadas parte I: A última Aliança dos Elfos e Homens

Como assim cenas deletadas? Eu tenho os DVDS e Blu Rays das versões estendidas, ainda tem mais?

Sim. Há várias cenas que foram filmadas, mas não incluídas nas versões de cinema e também não foram incluídas nas versões estendidas. São as chamadas CENAS DELETADAS.

Já disponibilizamos dois videos que contem parte dessas cenas (veja AQUI), mas elas não tem tudo o que foi encontrado. Por isso iniciaremos uma série de matérias sobre essas cenas, tentando mostrar o que foi deixado de lado por Peter Jackson.

Ainda temos esperanças de que muitas dessas cenas sejam colocadas como um apêndice em uma possível edição comemorativa de 25 anos dos filmes de O Senhor dos Anéis (como dito por Peter Jackson nos DVDs extras da versão estendida).

A primeira cena deletada que vamos analisar é uma possível ampliação da batalha da ùltima aliança dos elfos e homens, que pode ser vista logo no início do primeiro filme da trilogia. Veja o video abaixo:

A última aliança dos Elfos e Homens ocorreu no ano de 3430 da segunda era da terra média. Foi nessa batalha que o senhor do escuro Sauron foi derrotado.  Nessa batalha foram reunidas grandes exércitos de todos os povos livres da terra média, considerada a maior batalha desde a hoste de Valinor na Guerra da Ira. Após essa batalha, os elfos não conseguiram reunir forças para montar um novo exército, pois as perdas foram numerosas.

Nessa batalha, lutaram o Rei numenoriano Elendil e seu filho herdeiro Isildur, bem como os elfos Elrond e Gil-Galad, o elfo rei.

As cenas deletadas são em sua maioria ampliações das cenas de batalha e dando um enfoque maior para a morte de Gil-Galad pelas mãos de Sauron. Acredita-se que essas cenas tenham sido filmadas para serem colocadas na forma do projeto de prólogo do filme como pode ser visto nos DVDs estendidos e logo abaixo:

Reunimos várias imagens dessas cenas, algumas retiradas de cenas dos documentários dos DVDs extras, outros de fotos fornecidas pelo site perceiro theonering.net, outras retiradas de diversos veículos de informação.Agora vejamos algumas fotos dessas cenas que tanto queremos ver algum dia…
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The Hobbit: The Desolation of Smaug Review

Quenya101

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Throbbing! The word is throbbing! That’s what I felt while watching the movie and that’s what it felt like after it was done! So painful! But before starting the review per se, I must warn you:

SPOILERS ARE COMING!

So, if you’re reading there, I suppose you already watched it or are pretty courageous to spoil such a good movie. The movie is throbbing! It’s action nonstop! Scene after scene, they change places, new characters are added (and they’re quite alright you know) and action is everywhere! It’s not for the faint-heart! I realize now Peter Jackson is surely writing his name in history. George Lucas has done it, Quentin Tarantino has done it, Steven Spielberg too…. This particular work of Jackson will stand out for ever and ever amen!

HIGHLIGHTS

The movie starts right in the middle of action where the other had left. Without much effort, Beorn is…

Ver o post original 687 mais palavras

Trecho de “DOS ANÉIS DE PODER E DA TERCEIRA ERA”

Dos anéis de poder e da Terceira Era

Em que estas histórias chegam ao fim.

Outrora havia Sauron, o Maia, que os sindar em Beleriand chamavam de Gorthaur. No início de Arda, Melkor seduziu-o para sua vassalagem, e Sauron se tomou o maior e mais confiável dos servos do Inimigo; e também o mais perigoso, pois podia assumir muitas formas; e por muito tempo, se quisesse, ainda pôde aparentar nobreza e beleza, de modo a enganar a todos, à exceção dos extremamente cautelosos. Quando as Thangorodrim foram destruídas, e Morgoth, derrubado, Sauron voltou a assumir sua bela aparência, prestou votos de obediência a Eönwë, o arauto de Manwë, e repudiou todos os seus atas maléficos. E sustentam alguns que de início não agiu assim com falsidade, mas que estava de fato arrependido, no mínimo por medo, já que ficara transtornado com a queda de Morgoth e a cólera imensa dos Senhores do Oeste. Mas não era da competência de Eönwë perdoar os que fossem seus iguais, e ele ordenou a Sauron que voltasse a Aman para lá receber o julgamento de Manwë. Sauron então se envergonhou; e não se dispôs a retomar humilhado e receber dos Valar uma sentença, talvez, de longa servidão, para provar sua boa-fé. Pois, sob o comando de Morgoth, seu poder era imenso. Portanto, quando Eönwë partiu, ele se escondeu na Terra-média; e voltou a cair no mal, pois os laços que Morgoth lançara sobre ele eram muitos fortes.

Na Grande Batalha e nos tumultos da queda das Thangorodrim, houve na Terra tremendas convulsões, e Beleriand foi destruída e devastada. E a norte e a oeste, muitas terras afundaram sob as águas do Grande Mar. No leste, em Ossiriand, as muralhas das Ered Luin foram derrubadas e um grande espaço se abriu nelas mais ao sul, e para ali escoou a água do mar, formando um golfo. Nesse golfo, o Rio Lûn desaguava por um novo curso, e por isso ele foi chamado de Golfo do Lûn. Aquela região fora antigamente chamada de Lindon pelos noldor, e esse nome lhe pertenceu para sempre. E muitos dos eldar ainda moravam ali, demorando-se, sem querer abandonar Beleriand, onde haviam lutado e trabalhando por tanto tempo Gil-galad, filho de Fingon, era seu Rei, e com ele estava Elrond, Meio-elfo, filho de Eärendil, oMarinheiro, e irmão de Elros, o primeiro rei ele Númenor. Às margens do Golfo do Lûn, os elfos construíram seus portos e os chamaram dee Mithlond. E ali guardavam muitas naus, pois os abrigos eram bons. Dos Portos Cinzentos, de vez em quando os eldar navegavam, fugindo às trevas dos dias na Terra, pois, por mercê dos Valar, os Primogênitos ainda podiam seguir a Rota Plana e voltar, se quisessem, para seus parentes em Eressëa e Valinor, para além dos mares circundantes.

Houve outros dos eldar que atravessaram as Montanhas Ered Luin naquela época e encontraram mais para o interior. Muitos deles eram teleri, sobreviventes de Doriath e de Ossiriand; e eles fundaram reinos em meio aos elfos-silvestres em bosques e montanhas longe do mar, do qual, não obstante, sentiam sempre saudades em seus corações. Somente em

Eregion, que os homens chamavam Azevim, os elfos de estirpe noldorin estabeleceram um reino duradouro do outro lado das Ered Luin. Eregion ficava perto dos grandes palácios dos anões que se chamavam Khazad-dûm, mas eram conhecidos pelos elfos como Hadhodrond e, mais tarde, Moria. De Ost-in-Edhil, a cidade dos elfos, a estrada principal seguia até o Portão Oeste de Khazad-dûm, pois uma amizade surgiu entre anões e elfos, como nunca houve em outro lugar, para o aperfeiçoamento desses dois povos. Em Eregion, os artífices dos Gwaith-i- Mírdain, o Povo dos Joalheiros, superavam em perícia todos os que um dia trabalharam nessa atividade, à exceção do próprio Fëanor; e, com efeito, o de maior habilidade entre eles era Celebrimbor, filho de Curufin, que se desentendeu com o pai e permaneceu em Nargothrond quando Celegorm e Curufin foram expulsos, como está relatado no Quenta Silmarillion. Em outras regiões da Terra-média, houve paz por muitos anos. As terras eram porém em sua maior parte ermas e desoladas, a não ser pelos locais para onde fora o povo de Beleriand. Muitos elfos de fato viviam lá, como tinham vivido por anos sem conta, perambulando livres pelas terras amplas, longe do Mar. Mas eles eram avari, para quem os feitos de Beleriand não passavam de um rumor, e Valinor era apenas um nome distante. E, no sul e no extremo leste, os homens se multiplicavam; e em sua maioria se voltavam para o mal, pois Sauron estava em atividade.

Vendo a desolação do mundo, Sauron conclui em seu íntimo que os Valar, tendo destronado Morgoth, tinham mais uma vez se esquecido da Terra-média. E seu orgulho cresceu rapidamente. Ele encarava os eldar com ódio, e temia os homens de Númenor, que de vez em quando voltavam em seus barcos às costas da Terra-média; mas por muito tempo disfarçou seu pensamento e ocultou os desígnios sinistros que elaborava no coração. Sauron descobriu que os homens eram os mais fáceis de influenciar dentre todos os povos da Terra; mas por muito tempo procurou convencer os elfos a lhe prestarem serviço, pois sabia que os Primogênitos tinham maior poder. E andava livremente em meio a eles, e sua aparência ainda era de alguém belo e sábio. Somente a Lindon não ia, pois Gil-galad e Elrond duvidavam dele e de sua bela aparência; e, embora não soubessem quem ele era na realidade, não admitiam sua entrada naquele território. Em outras partes, entretanto, os elfos o recebiam com prazer, e poucos deles davam ouvidos aos mensageiros de Lindon que lhes recomendavam cautela. Pois Sauron adorou o nome de Annatar Senhor dos Presentes, e a princípio muito proveito eles tiraram da amizade com ele.

– Que lástima a fraqueza dos grandes – disse-lhes então Sauron. – Pois rei poderoso é Gil-galad, e sábio em todas as tradições é o Mestre Elrond. Mas. mesmo assim, eles não me querem ajudar em meus esforços. Será possível que não desejem ver outras terras se tornarem tão venturosas quanto a deles? Mas por que deveria a Terra-média permanecer para sempre desolada e escura, se os elfos poderiam torná-la tão bela quanto Eressëa! Não, tão bela até mesmo quanto Valinor? E, já que não voltaram para lá como poderiam, percebo que vocês amam a Terra-média, como eu amo. Não será então nossa missão trabalhar juntos para aperfeiçoá-la e para elevar todas as estirpes de elfos que perambulam por aqui, incultas, ao apogeu de conhecimento e poder que têm aqueles que estão do outro lado do Mar? Foi em Eregion que os conselhos de Sauron foram acolhidos com maior prazer, pois naquela terra os noldor sempre desejaram aumentar a perícia e a sutileza de suas obras Além do mais, eles não estavam em paz em seu íntimo, já que se haviam recusado a voltar para o oeste e desejavam tanto permanecer na Terra-média, que amavam, quanto gozar da bem-aventurança dos que haviam partido. Por isso, deram ouvidos a Sauron e com ele muito aprenderam, pois seu conhecimento era imenso. Naquela época, os artífices de Ost-in-Edhil superaram tudo o que haviam criado antes. Refletiram, e fizeram Anéis de Poder. Contudo, Sauron guiava seus esforços e estava a par de tudo o que faziam; pois seu desejo era impor uma obrigação aos elfos e mantê-los sob vigilância.

Ora, os elfos fizeram muitos anéis. Em segredo, porém. Sauron fez Um Anel para governar todos os outros, e o poder dos outros estava vinculado ao dele, de modo a submeter-se totalmente a ele e a durar somente enquanto ele durasse. E grande parte da força e da vontade de Sauron foi transmitida àquele Um Anel. Pois o poder dos anéis élficos era enorme, e aquele que deveria governá-los deveria ser um objeto de potência extraordinária E Sauron o forjou na Montanha de Fogo na Terra da Sombra. E, enquanto usava o Um Anel, ele conseguia perceber tudo o que era feito pelos anéis subalternos, e ler e controlar até mesmo os pensamentos daqueles que os usavam. Os elfos, entretanto, não se deixariam apanhar com tanta facilidade. Assim que Sauron pôs o Um Anel no dedo, eles se deram conta dele, reconheceram-no e perceberam que ele queria ser senhor deles e de tudo o que eles criavam. Então, enfurecidos e cheios de medo, recolheram seus anéis. Sauron, porém, descobrindo-se traído e vendo que não conseguira enganar os elfos, enfureceu-se. E investiu contra eles em guerra declarada, exigindo que todos os anéis lhe fossem entregues, já que os joalheiros élficos não poderiam tê-los executado sem seus conhecimentos e conselhos. Mas os elfos fugiram dele; e três dos anéis eles salvaram, levaram embora e esconderam. Ora, esses eram os Três que haviam sido feitos por último e que possuíam os maiores poderes. Narya, Nenya e Vilya eram chamados: os Anéis do Fogo, da Água e do Ar, engastados com rubi, diamante e safira. E de todos os anéis élficos eram esses os que Sauron mais desejava possuir, pois quem os guardasse poderia afastar os estragos do tempo e adiar o cansaço do mundo. No entanto, Sauron não conseguiu descobri-los, pois eles haviam sido entregues nas mãos dos Sábios, que os ocultaram e nunca mais os usaram abertamente enquanto Sauron manteve o Anel Governante. Portanto, os três permaneceram imaculados, pois foram forjados somente por Celebrimbor, e a mão de Sauron nunca os tocou. Contudo, eles também estavam sujeitos ao Um.

Daquela época em diante, a guerra nunca mais cessou entre Sauron e os elfos. E Eregion foi devastada; Celebrimbor, assassinado; e as portas de Moria, fechadas. Nesse período, a fortaleza e o refúgio de Imladris, que os homens chamam de Valfenda, foi fundada por Elrond Meioelfo. E resistiu por muito tempo. Sauron, entretanto, acumulou nas mãos todos os Anéis de Poder que restavam. E os distribuiu a outros povos da Terra-média, esperando assim atrair para sua influência todos os que desejassem um poder secreto maior do que o atribuído à sua espécie. Sete anéis deu ele aos anões; mas aos homens deu nove, pois os homens se revelaram, nesse aspecto como em outros, os mais propensos a se submeter à sua vontade E todos esses anéis que ele controlava ele perverteu, ainda com maior facilidade por ter participado de sua confecção; e eles eram amaldiçoados e acabavam por trair todos os que os usavam. Os anões de fato se provaram resistentes e duros de domar. É que eles não suportam o domínio de outros, e é difícil descobrir o que passa em seus corações; além disso, não podem ser transformados em sombras. Usavam seus anéis somente para a obtenção de riquezas, mas a cólera e uma cobiça avassaladora por ouro foram despertados em seu íntimo, e disso bastantes malefícios resultaram em proveito de Sauron. Diz-se que a origem de cada um dos Sete Tesouros dos Reis Anões de outrora foi um anel de ouro. Mas todos esses tesouros já há muito foram pilhados, e os dragões os devoraram; e dos Sete Anéis alguns foram consumidos pelo fogo, e alguns Sauron recuperou Revelou-se mais fácil atrair os homens para a armadilha. Os que usaram os nove Anéis tornaram-se poderosos no seu tempo, reis, feiticeiros e guerreiros do passado remoto. Conquistaram glória e enorme fortuna, mas elas acabaram sendo sua desgraça. Ao que parecia eles tinham vida eterna, mas a vida se tornou insuportável para eles. Podiam caminhar, se quisessem, sem serem vistos por nenhum olhar neste mundo sob o sol; e podiam enxergar coisas em mundos invisíveis para os mortais. Mas com enorme freqüência viam apenas os espectros e as ilusões de Sauron. E um a um mais cedo ou mais tarde, de acordo com sua força inata e a bondade ou a maldade de suas vontades no início, eles caiam sob a escravidão do anel que portavam e sob o domínio do Um, que era o de Sauron E se tornavam invisíveis para sempre, menos para ele, que usava o Anel Governante e passavam para o reino das sombras. Os nazgûl eram eles, os Espectros do Anel os mais terríveis servos do Inimigo. A escuridão ia com eles, e seus gritos eram dados com a voz da morte Ora, a cobiça e o orgulho de Sauron aumentaram até ele não respeitar nenhum limite e decidir tomar-se senhor de todas as coisas na Terra-média, destruir os elfos e provocar, se possível, a queda de Númenor. Ele não tolerava nenhuma liberdade nem rivalidade e se intitulou Senhor da Terra. Uma máscara ainda conseguia usar para poder enganar os olhos dos homens, se quisesse, parecendo-lhes sábio e belo No entanto, governava mais pela força e pelo medo, se esses pudessem resolver. E aqueles que percebiam sua sombra a se espalhar pelo mundo o chamavam de Senhor do Escuro, e de Inimigo. E ele voltou a reunir sob seu comando todos os seres nefastos dos tempos de Morgoth que permaneciam na terra ou debaixo dela; e os orcs eram seus súditos e se multiplicavam como moscas. Assim começaram os Anos Escuros, que os elfos chamaram de Dias da Fuga. Nessa época, muitos dos elfos da Terra-média fugiram para Lindon, e dali cruzaram os mares para nunca mais retornar; e muitos foram destruídos por Sauron e seus servos. Em Lindon, porém, Gil-galad ainda mantinha seu poder, e Sauron ainda não ousava transpor as montanhas das Ered Luin nem atacar os Portos. E Gil-galad recebia auxílio dos númenorianos. Em todas as outras regiões, Sauron reinava, e quem queria ser livre se abrigava nos redutos de bosques e montanhas, e o medo sempre os perseguia. No leste e no sul praticamente todos os homens estavam sob seu domínio, e naquele período eles se fortaleceram e construíram muitas cidades e muralhas de pedra; e eram numerosos eferozes na guerra com suas armas de ferro. Para eles, Sauron era tanto rei quanto deus; e sentiam um pavor extremo dele, pois sua morada era cercada com fogo.

Contudo, ocorreu afinal uma trégua nos ataques de Sauron às terras ocidentais. Pois, como está relatado no Akallabêth; ele foi desafiado pelo poderio de Númenor. Tão imensos eram o poder e o esplendor dos númenorianos no apogeu de seu reino, que os servos de Sauron não se dispuseram a lhes oferecer resistência; e, esperando realizar pela astúcia o que não havia conseguido pela força, ele deixou a Terra-média por uns tempos e foi para Númenor como refém de Tar-Calion, o Rei. E ali permaneceu até ter corrompido, com suas artimanhas, os corações da maioria daquele povo, tê-los posto em guerra contra os Valar e provocado, assim, sua destruição, como era seu antigo desejo. Essa destruição foi, porém, mais terrível do que Sauron havia previsto, pois ele estava esquecido do poder dos Senhores do Oeste em sua fúria.

Fendeu-se o mundo, e a terra foi engolida enquanto os mares subiram para encobri-la, e o próprio Sauron afundou nas profundezas. Seu espírito, entretanto, ergueu-se e, levado por um vento sinistro, fugiu de volta para a Terra-média, em busca de um lar. Lá descobriu que o poder de Gil-galad se tornara imenso nos anos de sua ausência; e agora cobria vastas regiões do norte e do oeste, tendo ultrapassado as Montanhas Nevoentas e o Grande Rio até chegar aos limites da Grande Floresta Verde, e se aproximava dos locais fortificados onde no passado ele se sentia seguro. Recolheu-se então Sauron a sua fortaleza na Terra Negra e começou a planejar guerra.

Naquela época, aqueles númenorianos que haviam sido salvos da destruição fugiram para o leste como está relatado no Akallabêth. O líder desses era Elendil, o Alto. e seus filhos, Isildur e Anárion. Parentes do Rei eram eles, descendentes de Elros, mas não se haviam disposto a dar ouvidos a Sauron, recusando-se a entrar em guerra com os Senhores do Oeste. Manejando suas naus com todos os que permaneciam fiéis, abandonaram a terra de Númenor antes que a destruição a atingisse. Eram homens poderosos, e suas naus eram fortes e altas, mas as tempestades as alcançaram, e elas foram transportadas no alto de montanhas de água até mesmo tocando as nuvens; e lançadas sobre a Terra-média como aves atiradas pela tempestade Elendil foi jogado pelas ondas na terra de Lindon, e foi bem acolhido por Gil-galad. Dali, ele subiu peio Rio Lûn e, do outro lado das Ered Luin, fundou seu reino. E seu povo habitava muitos locais em Eriador, junto aos cursos do Lûn e do Baranduin; mas sua cidade pnncipal era Annúminas, às margens do Lago Nenuial. Em Fornost, nas Colinas do Norte, também moravam os númenorianos, assim como em Cardolan e nas Colinas de Rhudaur; e torres eles ergueram nas Emyn Beraid e no Amon Sûl. E restam muitos túmulos e ruínas nesses locais, mas as torres das Emyn Beraid ainda olham na direção do Mar.

Isildur e Anárion foram levados mais para o sul e afinal subiram com suas embarcações pelo Grande Rio Anduin. que sai de Rhovanion para o mar ocidental, na Baía de Belfalas. Ergueram um reino naquelas terras, que passaram a se chamar Gondor, enquanto o Reino Setentrional foi chamado de Amor. No passado remoto, no apogeu de seu poder, os marinheiros de Númenor fundaram um porto e fortificações junto às Fozes do Anduin, a despeito de Sauron na Terra Negra, que ficava próxima, a leste. Em épocas posteriores, até esse porto vinham apenas os Fiéis de Númenor. Portanto, muitos do povo da região litorânea estavam total ou parcialmente familiarizados com os amigos-dos-elfos e com o povo de Elendil. E deram as boas-vindas a seus filhos. A principal cidade desse reino meridional era Osgiliath, que era cortada ao meio pelo Grande Rio. E os númenorianos ali construíram uma ponte enorme, sobre a qual havia torres e casas de pedra de aparência maravilhosa; e altas embarcações vinham do mar até os cais da cidade. Outras praças fortificadas eles também construíram de cada lado: Minas Ithil, a Torre da Lua Nascente, a leste, sobre uma plataforma saliente das Montanhas Sombrias, como uma ameaça a Mordor; e a oeste, Minas Anor, a Torre do Sol Poente, aos pés do Monte Mindolluin, como um escudo contra os homens selvagens das várzeas. Em Minas Ithil, ficava a casa de Isildur; e em Minas Anor, a de Anárion; mas os dois dividiam o reino entre si, e seus tronos estavam um ao lado do outro no Grande Palácio em Osgiliath. Essas eram as principais moradas dos númenorianos em Gondor, mas outras construções fortes e maravilhosas eles realizaram na Terra nos tempos de seu poder, nas Argonath e em Aglarond, assim como no Erech. E no círculo de Angrenost, que os homens chamavam de Isengard, eles construíram o Pináculo de Orthanc, feito de pedra indestrutível.

Treco de “ANÉIS DE PODER E DA TERCEIRA ERA – O Silmarillion”